Uma das câmaras mais sérias do judiciário tem como membro o desembargador Darival Bezerra. Ele é quem analisa os pedidos de prisão de gestores municipais e atende ou não, aos pedidos dos promotores de justiça. O desembargador está analisando os casos com muito mais cuidado nos últimos dias.
Na sede do Tribunal de Justiça circula uma lista com o nome de dezenas de promotores e procuradores de justiça que teriam interesse direto nas eleições em vários municípios cearenses.
Os promotores que estão no PROCAP (Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública) são homens sérios e competentes que jamais aceitaram receber influências externas que não fossem baseadas em documentos e farta papelada que lhes resguardem garantias.
A democracia garante direito de liberdade a todos os brasileiros. Os promotores de justiça e juízes de tribunais podem exercer o direito de participar do processo eleitoral, mas precisam evitar o uso do prestígio concedido pelo estado.Flávio Dino no maranhão, Protógenes em são Paulo e Demóstenes Torres em Goiás são alguns exemplos.
O escândalo envolvendo o promotor de justiça e senador por Goiás, Demóstenes Torres, fez o Brasil despertar sobre até onde se pode usar o poder concedido pelo estado para se aproveitar e conquistar favorecimentos extras. Não se pode generalizar, mas o caso do senador Demóstenes leva a uma reflexão e avaliação sobre a postura de pessoas.
Outros casos são os dos juízes Flávio Dino e Protógenes que decidiram misturar toga e política. Os dois estão em plena atividade política ocupando cargos eletivos e disputando eleições com o discurso de moralização. É sabido que na política muitas vezes se faz concessões em nome da governabilidade e muitas vezes os atos não são tão republicanos como deveriam. O que faz um juiz ou um promotor durante um acerto político em nome da governabilidade.
via Roberto Moreira
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