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sexta-feira, 13 de julho de 2012

REFINARIA

Na primeira manhã que te perdi

O ex-presidente Lula e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foram as duas primeiras pessoas para quem o governador Cid Gomes telefonou na manhã em que soube que a Petrobras adiaria o projeto da Refinaria Premium II, no Pecém
AG. PETROBRAS
Lula e Cid, no lançamento da pedra fundamental da refinaria, em 28 de dezembro de 2010










A primeira reação do governador Cid Gomes quando leu nos jornais do dia 16 de junho que a Petrobras deixaria de fora do plano de negócios 2012-2016 a refinaria Premium II, no Ceará, foi telefonar para o ex-presidente Lula. Foi logo cedo, às 8h30min da manhã. Não conseguiu falar e telefonou em seguida para o presidente do Senado, o maranhense José Sarney, senador pelo PMDB do Amapá. A Premium I, prevista para o Maranhão, também estaria de fora. Sarney juntou-se à indignação de Cid. “Não podemos deixar isso acontecer”, disse Sarney. O senador sugeriu a Cid: “Você deveria ligar para o Lula”. Cid respondeu que já ligara e estava a aguardar retorno.

Mais tarde, Lula retornou. Ao ouvir o relato de Cid, reagiu definindo a informação do adiamento como “um absurdo”. Chegou a afirmar: “Isto é um compromisso meu. Eu estive aí (Ceará) várias vezes, pouco antes de deixar o Governo, e pedi que o movimento fosse irreversível”. Na última visita como presidente, Lula e Cid fizeram fotos no Pecém. Era final de dezembro de 2010. Lula também manifestou surpresa ante a iminente aprovação pelo Conselho da Petrobras. Cid disse a Lula que estava ligando para saber o que poderia ser feito. Lamentava também não ter recebido nenhuma ligação da Presidência da estatal. “Ninguém se dignou a me dar um telefonema.”

A Lula, Cid disse que a disposição era “abrir a boca”, reclamar publicamente. Mas foi demovido pelo influente ex-presidente. “Não, meu filho, não faça nada. Tenha paciência. A Graça vai ligar para você.” E ligou. Na conversa, declarou ao governador estar havendo um mal entendido. Disse que ninguém ouvira dela qualquer menção ao adiamento. Propôs encontrar o governador. E assim foi feito anteontem, na sede da companhia, no Rio de Janeiro.

No encontro com Cid, Graça estava acompanhada de diretores. Ela mesma fez a apresentação em Power Point, na qual apresentou o histórico e demonstrou o quão importante é para a Petrobras a instalação da refinaria cearense. O mesmo fizera, mas no Palácio dos Leões, em São Luís, à governadora Roseana Sarney. Estava acompanhada dos diretores José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Antônio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais) e José Eduardo Dutra (Corporativo e Serviços).

A Cid relatou as dificuldades também. Procura adequar o projeto aos parâmetros internacionais de preço e prazo. Cid sentiu-se confortado e percebeu “verossimilhança” em tudo o que ouviu. Graça alegou que houve precipitação. Segundo relato de Cid, o termo “desinvestimento” acabou mal interpretado no texto do plano de negócios. Na verdade, se referia à venda de duas refinarias fora do País.

Apesar de toda a ação política, Graça reafirmou que a instalação das refinarias cearense e maranhense é uma necessidade econômica. A presidente relatou o quão caro está sendo importar diesel. Cid saiu do gabinete de Graça certo de que não ouviu bravatas.

Funai
O governador Cid Gomes disse ontem ao O POVO que na próxima semana, em reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, espera resolver de vez o impasse criado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para tornar área destinada à futura refinaria Premium II 100% apta a receber o canteiro de obras da Petrobras. O encontro reunirá, além do Governo do Estado, a Funai e a estatal de petróleo.

A Funai reluta em conceder a anuência para as obras enquanto não for concedido terreno para grupo de cerca de 150 famílias que se declara da tribo Anacé. As famílias não habitam a área total de 1.940 hectares destinadas à refinaria, mas se organizaram para reivindicar uma área para onde se mudariam. O governador não diz, mas uma fonte no Palácio da Abolição afirma que o Governo enxerga na não-concessão da anuência uma forma de aproveitar a necessidade do Governo para obter o terreno.

Cid Gomes estima em R$ 30 milhões o valor do terreno para onde os autodenominados índios seriam transferidos. O valor, segundo ele, seria dividido meio a meio com a Petrobras. A área para a refinaria já tem licença para cercamento, supressão vegetal, terraplanagem da área administrativa e guaritas. Só falta a Licença de Instalação, a ser concedida pela Semace, desde que haja a anuência da Funai. Na área da Refinaria, a Funai já registrou que não há traços indígenas.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A anunciada intenção da Petrobras de adiar o projeto da Refinaria Premium II do Pecém gerou reação política e o esforço da estatal em desmentir o adiamento, em reunião nesta última quarta.
 Fonte: Jornal O Povo

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